às vezes tão densa,
me pede clarividência:
quero saber o que vem,
o que a vida pretende…
Mas para quê?
Para que me prender, querer tudo compreender, se a natureza do caminho é simplesmente viver?
Nasci assim, inquieta, perguntando sem parar, mas tu, que és vento livre, podes ir, podes voos alçar.
Essa limitação que te pesa não te define, e teus problemas também não.
O que vale, de verdade, é tua vontade de vencer, é tua mente desperta, teu coração pulsando, é você não soltar a sua própria mão.
É acreditar que mesmo na rigidez há uma eclosão guardada, um broto de luz que talvez nem imagines. A força que carregas não cabe em números: és vencedora, és inteligente, és amada em qualquer lugar.
E se algum dia duvidares de ti, lembra do farol que és — iluminando caminhos que nem percebes. As forças do universo se erguem para te sustentar.
Ama-te intensamente, mesmo quando estiveres só. Sonha e realiza, estuda e se acalma: há tempo, há espaço, há vida.
Vou te dizer baixinho, não conte para ninguém: vai dar tudo certo. Porque a vida, mesmo torta, sempre encontra um jeito de florescer também.


Nenhum comentário:
Postar um comentário