segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Nas trilhas do cangaço: Entrevista com dona Terezinha

https://www.youtube.com/watch?v=jCPbCotb_kE&feature=youtu.be

Da formação do solo a sustentabilidade: uma questão de consciência.

O que é solo?
Eis a questão!
São resultados
Da fragmentação
Do desgaste da rocha
Que desabrocha
A partir do calor em ação.

... dos ventos
Das chuvas a cair
Dos microrganismos
Que ficam por ali
São transformações químicas
Físicas, sistêmicas
Que fazem o solo surgir


Essa restrita camada
Da superfície terrestre
Importante para humanidade
Animais e plantas silvestres
Favorece o plantio dos alimentos
Sustenta-nos de provimento
Especialmente o campestre


O solo que  produz
Com tanta fertilidade
Resulta da decomposição
de uma série de diversidade
são animais,  galhos e folhas
Da natureza a escolha
Com um teor de alteridade


Os desgastes também
Por outros são provocados
Por intemperismo, transporte
Da água, o solo é carreado
São processos erosivos
Aos poucos são decisivos
Até serem sedimentados

O solo possui também
Um certo predador
Chamado ser humano
Sinônimo de destruidor
Que retira a vegetação
Destrói com sua mão
Da natureza é traidor.

MEMÓRIAS DA VIDA PESSOAL, ESTUDANTIL E PROFISSIONAL DA PEDAGOGA GRAÇA SALDANHA




A HISTÓRIA DE MARIA
VAMOS CONTAR,
QUE DISSE SIM,
PARA ESTUDAR,
PARA A EDUCAÇÃO,
PARA LECIONAR...

NO TÚNEL DO TEMPO
VAMOS ENTRAR
ABRIR O BAÚ DE RECORDAÇÕES
DESSA JOVEM POTIGUAR
ABRIR O ÁLBUM DE SUA VIDA
PARA FACEP CONTAR
A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
DO NOSSO LUGAR

MARIA DAS GRAÇAS MORAVA
NO NOSSO PEDACINHO DE CHÃO
NO SITIO AROEIRA
ELA FAZ MENÇÃO
DAS SUAS RAÍZES
NAS SUA RECORDAÇÃO

OS PAIS SEMPRE SONHARAM
COM A SUA EDUCAÇÃO
INVESTIU DESDE CRIANÇA
NA SUA FORMAÇÃO
TRAZENDO DONA ZEFINHA
PARA CANTAR, REZAR E FAZER LIÇÃO

E QUANDO CHEGA EM MARCELINO
DONA RAQUEL VEIO ENSINAR
NAS CARTAS A ABC, A LER
A TABUADA, A CONTAR
E SE NÃO APRENDESSE DIREITO
PALMATORIA IAM LEVAR

MAS DONA GRAÇA
INTELIGENTE E DANADA
DECORAVA TUDO DIREITO
INCLUSIVE A TABUADA
NUNCA LEVOU UMA PALMATORIA
NA PONTA DA LÍNGUA
O SABER ESTAVA.

JÁ BEM DESENVOLVIDA
O PRIMARIO VAI ESTUDAR
NO ANTIGO SANTO ANTONIO
COLÉGIO POPULAR
ESTUDA O 1º, O 2º E O 3º
BRILHANTE A SE DESTACAR


FIZERAM UM COLÉGIO
QUE FEZ PARTE DA HISTÓRIA
O PADRE BERNARDINO
ELA TRAZ NA MEMORIA
ESTUDANDO O QUARTO E QUINTO
PARA SUA VITÓRIA

MAS AGORA  TEM UM PROBLEMA
OU TALVEZ UMA SOLUÇÃO
SÓ PASSA PARA O GINÁSIO
SE FIZER O EXAME DE ADMISSÃO
SÃO CINCO DIAS DE PROVAS
E DE MUITA PROVAÇÃO.

PARA CHEGAR NA CIDADE
ELA NOS CONTOU
QUE A CAVALO
FOI COMO CHEGOU
O INVERNO TANTO GRANDE
DO QUAL ATRAVESSOU

E ASSIM PARA COMPLETAR
SAI O RESULTADO
DE MARIA DAS GRAÇAS
SAI NA LISTA DOS APROVADOS
ELA E SUA IRMÃ PARTEM
E UMA NOVA LUTA É TRAVADO.

VÃO PARA PAU DOS FERROS
NA CASA DE UMA MADRINHA MORAR
PORQUE OS DESAFIOS ERAM GRANDES
PORÉM, TINHAM QUE ESTUDAR
OS PAIS INCENTIVAVAM
PARA ELAS CONTINUAR

ELA ESCOLHEU
O NORMAL REGIONAL
PORQUE SONHARA
COM O LADO PROFISSIONAL
IA PARA O MAGISTÉRIO
DE FORMA SEQUENCIAL

DEPOIS NÃO PENSE
QUE ELA PAROU
FOI FAZER UM VESTIBULAR
E EM MOSSORÓ CURSOU
LICENCIATURA CURTA EM PEDAGOGIA
MESMO CASADA NÃO DESANIMOU
E LÁ SE FORMOU


E SEMPRE ELOGIADA
PELOS FILHOS AUSENTES
 E PRESENTES QUE FORMOU
FOI PROFESSORA DO LOGOS II
MUITOS FEITOS CONQUISTOU
PELAS BATALHADAS VENCIDAS
AGRADECENDO A DEUS PELA VIDA
E POR TUDO QUE ALCANÇOU


E NOS DEIXA UM RECADINHO
CHEIO DE ESPLENDOR
DIZENDO A TODOS OS DISCENTES
FAÇAM TUDO COM PRIMOR
ESTUDEM COM ESMERO
SE DEDIQUEM COM FERVOR
QUE O CAMINHO É A EDUCAÇÃO
E A PEDAGOGIA É SINÔNIMO DO AMOR

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

PROFESSOR...



Professor é aquele
Que vive a semear
Conhecimento e sabedoria
Aqui e em todo lugar
Nos impulsiona e nos faz
Os sonhos acreditar

Poucos percebem
Os caminhos que ele percorreu
As noites em claro
Buscando o conhecimento seu
Para conosco compartilhar
E depois se tornar seu, meu.

Em meio as dificuldades
Que se encontra a educação
O professor sempre determinado
Fazendo da sua vida missão
Se entregando noite e dia
Com toda dedicação.

Parabéns ao guerreiro
Ao Valente professor
Hoje é o seu dia
Receba o nosso amor
A nossa gratidão
Por todo bem que nos doou

A todos os estudantes
De Pedagogia, /geografia...
Que sejam felizes
Hoje e todos os dias
Pois essa profissão
É luz, irradia...

domingo, 25 de dezembro de 2016

PROFESSORES E PROFESSAUROS - CELSO ANTUNES

ANTUNES, Celso. Professores e Professauros. Petrópolis, RJ. Vozes, 2007

Ao fazermos uma pesquisa sobre a biografia do autor Celso Antunes, percebemos que primeiramente ele prefere falar de sua infância, do qual entendemos como muito pertinente, por isso trouxemos alguns trechos e só após esse relato, fala sobre sua vida profissional.

Meu nome é Celso, nasci em São Paulo e na infância comi terra, botei lombrigas[...]Construí caçambas com lata de óleo, caí de árvore, quebrei o braço, comi manga e tomei leite e fiquei com dor de barriga. [...] Aprendi a ler, chupei cana e assobiei ao mesmo tempo, fumei cigarro de chuchu, assisti seriado do Tarzan, ri muito com Carlitos, armei arapucas, fiz coisa feia e fiquei com medo da confissão, acordei com pijama molhado e escondi embaixo do colchão, tive espinhas no rosto e calos na mão, tirei cavalinho da chuva, fui carteiro e virei homem.

Nascido em São Paulo, 1937, Celso Antunes é formado em bacharelado e licenciatura: Geografia – Especialista Em Inteligência E Cognição; Mestre Em Ciência e Humanas, Universidade de São Paulo, 1968/1972, Atuando como Membro Da Associação Internacional Pelos Direito Da Criança Brincar (Unesco); Embajador De La Educacion – Organización De Estados Americanos; Membro Fundador Da Entidade “Todos Pela Educação”; Consultor Educacional Da Fundação Roberto Marinho (Canal Futura); Exército Brasileiro – Colaborador Emérito; Além De Ser Palestrante E Escritor.
Em seu livro Professor & Professauros: reflexões sobre a aula e práticas diversas, através do capítulo professor & professauros (um exercício de ficção), nos conduz uma viagem ao mundo da imaginação e de uma forma cinestésica nos leva a trilhar os caminhos percorridos por aqueles que escolheram a profissão de professor.
Em seguida, o autor divide, os professores em dois grupos, um chama de professores, outro de professauros, o primeiro relaciona-se aqueles que amam a educação e suas profissões, se realizam no que fazem. Desde o início do ano letivo começam a trabalhar com entusiasmo, vê em cada aluno uma oportunidade para proporcionar o gosto por aprender e assim sucessivamente em todas as instâncias que se relaciona com o ensino aprendizagem.
Enquanto que os professauros são opostamente distintos, o próprio nome advém do período cretáceo em que os dinossauros viviam no planeta terra. O significado da etnologia da palavra criada é a assimilação desse ser ao um período remoto, que não evoluiu. Este profissional é extremamente infeliz, tendo em vista que não tem esmero pelo faz, que acha tudo enfadonho, pesado, cujas rugosidades são árduas na prática do desenvolvimento profissional.
O autor nos surpreende fantasticamente quando lança a pergunta, em qual lado estamos, o que somos realmente: professor ou professauros?... e nos faz refletir sobre  nossas ações, nos levando a fazer uma autoavaliação pertinente, necessário na atualidade, deixando intrínseco que isto é uma oportunidade ímpar de transformação do nosso ser.
Em seu segundo tópico, autor continua com um título bem chamativo, uma espécie de aviso, de afirmação, dizendo que nem todos os dinossauros foram extintos, tendo em vista que ainda há professores que são apenas transmissores de conhecimentos ao invés de mediadores, que acreditam ser o centro das atenções e trabalham como se fosse, sem dar-se conta das mudanças ocorridas no mundo. Esse professor esta anestesiado, estático e por isso tornou-se o que é: retrogrado.
Já no tópico, da centralização do ensinar para a centralização do aprender, vimos que o foco foi mudando, o professor sai do palco, para dar oportunidade desse aluno brilhar, construir seus conhecimentos, expressá-los e explicita que ensinar, significava difundir o conhecimento, dos quais haviam normas e convenções sendo necessário aos assimilação dos alunos, estes tendo com direito apenas  utilizar dois sentido durante a possível aprendizagem, a audição e o tato, quando reforçadamente tinha escrever repetidas vezes.
A partir das críticas existentes a esse processo de ensino aprendizagem tradicional, surgiu à escola nova, no século XIX, e apenas no século XX fez muito barulho dentro desse sistema, para combater uma surdez predominante e insistente de continuar trabalhando nesse emoldurado ditatorial. Muitos autores se destacaram como Pestalozzi, John Dewey, Montessori, dentre outros que foram de fundamental importância nesse ajustamento de novas formas de ensinar e aprender.
Essas contribuições, foi a mola propulsora para o ensino especializado de deficientes, formação de professor, ensino infantil, dentre outros que foram motivados por essa nova forma de pensar a educação. Ensinar, de acordo com o autor, estimular os alunos, capacitando a reconstruir significados de acordo com o espaço de vivencia.
E o que seria uma aula? Para etnologia da palavra é algo muito triste essa sinonímia relacionado a espaço fechado, engaiolados, dentre outros termos não é muito exuberante. Quem disse que aula precisa ser especificamente nesses espaços, o autor nos diz que a aula pode ser em qualquer espaço, ao ar livre, em que os alunos sintam-se motivados para aprender, não importando sua idade.
Nesse ensejo, os verbos ensinar e aprender ganham novas formas, novos significados para ambos, discentes e docentes, o primeiro deixa de ser mero expectador encarcerado entre quatro paredes e passa a ser o protagonista dessa história e o segundo um diretor, em que ao dizer ação, o filme começa na tela da escola, quem aparece é o ator, ou seja, o aluno.
E o conhecimento? Celso Antunes, no diz: conhecimento e informação são distintos. E enfatiza que as informações são essenciais ao currículo, sua retenção pelo somente se justifica em duas condições: primeiro, quando representam elos essenciais para que com as mesmas se possam construir informações novas, emprestando-lhes um sentido, e segundo, quando o aluno pode transformar a informação em conhecimento e, dessa forma, contextualiza-la em sua vida e nos desafios que enfrentará a conviver.
Nessa perspectiva continua perguntando: o que ensinar? E nos orienta a diferença entre ensinar e instruir, enfatizando que  instruir tem aspecto negativo e positivo, o primeiro exclui a criatividade é pautado em regras que devem ser seguidas a risca, linearmente e o segundo, a instrução é essencial, quando mais instruído, melhor agiremos, porém dentro do ensino, é preciso ter cautela e discernir que ensinar é deixar o aluno construir seu próprio conhecimento sendo protagonista de sua história.
E as indagações continuam durante todo texto, tais como o que é aprender, o que significa educar, dentre outros que nos ajudam a refletir sobre os caminhos coerentes que os educadores devem trilhar, se distanciando das avaliações quantitativas, buscando sempre ser um mediador do conhecimento e este com a realidade na qual o aluno está inserido, aprendendo a conhecer, a fazer, a viver junto, a ser, enfim vivenciado os quatro pilares da educação com ênfase.
Diante do exposto, percebendo que o livro em estudo, é de fundamental importância para o conhecimento de todos os profissionais da educação, nos levando a pensar sobre nossa práxis e a fazer uma auto avaliação sobre nossas escolhas mediante  o processo de ensino aprendizagem. 

Devemos salientar que é uma leitura encantadora, prazerosa, de fácil entendimento e de uma grandeza ímpar nos proporcionando um melhor discernimento sobre a realidade vigente e como ela poderia ser se tivéssemos no seio de nossa escola apenas professores e que os professauros fossem realmente extintos, mas percebo que só um antídoto os tirará de cena: o amor pelo que fazemos e escolhemos: o amor por ser professor!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

TRABALHO APRESENTADO A DISCIPLINA DE LITERATURA INFANTIL : A BIBLIOTECA DE LILI


HISTÓRIA RECONTADA POR JOSY ELIANE, RENATA, LIDRIANA, FRAN E VILA LOBOS. BASEADA NA SEGUINTE REFERÊNCIA:

LEAL, Leiva de Figueiredo. Biblioteca escolar como eixo estruturador do currículo escolar. In: ROSING, T. M. K.; BECKER, P. R. (org). Leitura e animação cultural: repensando a escola e a biblioteca.Passo Fundo : UPF,2002.